Esporotricose: proteja gato e família: Feridas que não cicatrizam, especialmente no focinho, orelhas, patas ou cauda do gato, podem ser sinal de uma doença.
Feridas que não cicatrizam, especialmente no focinho, orelhas, patas ou cauda do gato, podem ser sinal de uma doença grave e contagiosa: a esporotricose. Pouco conhecida por muitos tutores, essa infecção causada por um fungo é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos animais para os seres humanos. Para prevenir, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Bertioga trouxe informações sobre a doença.
A doença é transmitida para as pessoas geralmente por arranhões, mordidas ou contato com feridas de gatos doentes, mas também pode ser transmitida ao se manusear o solo e matéria orgânica, pois o fungo também é encontrado no meio ambiente. Entre os gatos, a forma mais comum de contágio é por interação com gatos doentes, por arranhões, mordidas e contato com secreção.
Nos felinos, os sinais mais comuns são feridas que não cicatrizam, acompanhadas muitas vezes por sintomas respiratórios, como espirros, secreção nasal e dificuldade para respirar. Já em humanos, as manifestações mais frequentes incluem feridas na pele, geralmente nos braços ou mãos; vermelhidão, dor e inchaço. Em casos mais graves, a infecção pode atingir ossos e articulações.
A médica-veterinária Responsável Técnica pelo CCZ, Anna Julia Zilli Lech, destaca que apesar de preocupante, a esporotricose tem cura. O tratamento é feito com medicação antifúngica específica e pode durar de três a seis meses, ou até mais, dependendo da gravidade. A chave para a recuperação é o diagnóstico precoce e o início imediato da medicação. Durante esse período, é fundamental manter o animal em isolamento para evitar que o fungo se espalhe para outros bichos ou pessoas. Já no caso de humanos com sintomas, o ideal é procurar imediatamente a Unidade de Saúde mais próxima.
“A prevenção é o melhor caminho. Para proteger seu animal e sua família, mantenha os gatos castrados e dentro de casa, evite o contato com animais de rua ou com feridas visíveis, use luvas, óculos e máscara ao lidar com solo, matéria orgânica ou tratar gatos doentes, e leve seu pet ao veterinário sempre que notar qualquer sinal suspeito. Também é importante higienizar com água sanitária os ambientes e objetos usados por animais infectados e, em caso de óbito, garantir que o corpo do animal seja cremado, já que o fungo pode sobreviver no meio ambiente”, complementou Anna.
Ao encontrar um gato de rua com feridas suspeitas, não é recomendado resgatá-lo sozinho. O resgate deve ser feito pelo CCZ, que pode ser acionado pelo telefone (13) 3316-4079. A equipe técnica está preparada para lidar com esses casos de forma segura.
A população também conta com apoio gratuito. A Prefeitura oferece atendimento veterinário sem custo para casos suspeitos de esporotricose no CCZ, localizado na Rua Mestre Pessoa, nº 685, no Centro, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h às 12h. Além disso, o serviço de castração gratuita de cães e gatos com mais de seis meses também está disponível. O agendamento pode ser feito pelo WhatsApp (13) 3316-4079.